Dei comigo a pensar a pensar... algo que acontece cada vez com menos frequência e com consequências nefastas. Dei comigo a pensar para além das típicas interrogações que nos guiam no dia-a-dia. Para além das quotidianas; “Serão reais? São grandes de mais para ser reais, não?”, “Será que o facto de naquela noite Júpiter ter estado alinhado com Saturno na segunda casa de Sagitário teve influência e quiçá desculpe aquele frango do Ricardo?” ou a não menos célebre muito embora menos dita em voz alta “Quem é que se terá chibado à minha namorada!?”.
Dei comigo a pensar no que o meu Destino me reserva... Cheguei à pergunta que resume o facto de optar por um Destino ao invés de se optar por outro (quando uma escolha entre os dois é realmente possível). A questão mãe de todas as questões. A questão que rege a vida de seres como eu. Seres que apesar de não saberem muito sobre muita coisa (sabendo ainda menos sobre as outras coisas), se deparam com a interrogação que rege de forma subconsciente a vida de muitos de nós. Não tenho resposta para a questão que vou levantar sobre o meu Destino. Uma questão que levanto cada vez com mais frequência desde que fiz as malas, uma mochila só com uma alça e dois sacos do Continente de Matosinhos, para Lisboa.
A questão que já me valeu, por diversas vezes, olhares de soslaio por parte de quem me ouve levantar tal questão, e sorrisos amarelos por parte de quem é questionado com a mesma. Para mim, que não sei os dizeres de Sócrates, Platão ou Buda, a questão que parece reger o meu destino (aquela que me leva a tomar decisões) é só uma:
“Tem Super Bock?”
Lisboa 18 de junho 2007
